"Desaparecida Nossa Senhora na imensidade do firmamento, vimos ao lado do sol São José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco com um manto azul. São José com o Menino pareciam abençoar o mundo, pois faziam com as mãos uns gestos em forma de cruz."
E somente Lúcia teve a visão seguinte:
"Pouco depois, desvanecida essa aparição, vi Nosso Senhor e Nossa Senhora que me dava a idéia de ser Nossa Senhora das Dores. Nosso Senhor parecia abençoar o mundo da mesma forma que São José. Desvaneceu-se esta aparição e pareceu-me ver ainda Nossa Senhora em forma semelhante a Nossa Senhora do Carmo".
Enquanto isso, a multidão presenciava o milagre prometido por Nossa Senhora:
O sol rompia as nuvens e, bem no zênite, na posição de meio-dia, brilhava como um disco de prata. Era possível realmente olhar para ele, sem que sua luz ofuscasse. Isso foi por um instante.
Todos ainda olhavam para o sol, assombrados, quando ele começou a "dançar", segundo a descrição das pessoas: ele começou a girar sobre si mesmo, como uma bola de fogo, e então parou. Logo voltou a girar, mas velozmente. Ainda girando, suas bordas ficaram escarlates e começaram a lançar chamas por todo o céu, e com isso sua luz se refletia em tudo e em todos, com as diferentes cores do espectro solar. Ainda girando rapidamente, e espargindo chamas coloridas, por três vezes o sol pareceu desprender-se do céu e precipitar-se em zigue-zague sobre a multidão.
Muitos julgavam ser o fim do mundo, e as pessoas se ajoelhavam na lama pedindo perdão de seus pecados. Houve quem fizesse confissão pública em altos brados, e alguns dos que haviam ido até a Cova para fazer troça dos crédulos prostraram-se em terra entre soluços e orações desajeitadas. O fenômeno durou por uns dez minutos, e depois, elevando-se em zigue-zague, o sol voltou a sua posição normal e brilhante, ofuscando como o sol comum.
As pessoas se entreolhavam e diziam:
"Milagre! Milagre! As crianças tinham razão! Nossa Senhora fez o milagre! Bendito seja Deus! Bendita seja Nossa Senhora!" Muitos riam, outros choravam de alegria, e houve quem notasse que suas roupas se haviam secado subitamente.
Durante mais de quatro horas chovera torrencialmente e fizera muito frio. E então, exatamente como fora profetizado 92 dias antes, exatamente à hora indicada, parou a chuva e ficou imediatamente bom tempo. Apareceu um maravilhoso arco-íris, promissor de felicidade. A natureza utilizou aqui este jogo de luz, embora contra as regras, pois um arco-íris normalmente pode ser visto de manhã ou à tardinha, não ao meio-dia. Mas o arco-íris apareceu sobre Fátima ao meio-dia, as suas cores brilharam com uma intensidade cem vezes superior à normal, formando em vez de um arco abobado, uma grande faixa com 12 metros de altura que cobriu homens, muros e árvores.
Depois deste jogo de cores, o poderoso calor crescente empurrou o tempo chuvoso para o céu. A água evaporou-se rapidamente, e surgiu um grande calor. Mas isso não incomodou ninguém.
Os nossos físicos não conhecem processos tão rápidos de secagem, pois a quantidade da água evaporada não pode subir em poucos minutos para a atmosfera. Quando terminou o triplo jogo de luz, tudo estava completamente seco. Vários milhares de toneladas de água deviam ter-se evaporado em menos de 3 minutos. Certamente o ar, o quarto elemento, causaria os maiores problemas para os operadores de televisão. Enquanto eles poderiam mais ou menos filmar os efeitos dos elementos acima descritos, não teriam capacidade de captar a coluna do ar.
As muitas nuvens e altitudes que diferiam de algumas centena a vários milhares de metros, foram movidas, e de tal maneira sobrepostas que o sol verdadeiro perdeu o brilho e nenhuma das 70.000 pessoas sofreu danos na retina ocular. Desse modo as diferentes aberturas entre nuvens foram dirigidas com precisão sensacional.
No meio da multidão estiveram os três Pastorinhos que, durante o bailar do sol, se encontraram com a Senhora de dignidade real.
Se tivéssemos estado naquele dia em Fátima, mesmo só como observadores, teríamos regressado a nossas casas com um entusiasmo de inexplicável felicidade. O nosso pensamento teria sido: Que maravilha é o nosso planeta!
A água pantanosa e a lama fria transformaram-se em suave beleza estival!
O disco, que se confundiu com o sol, bailou nas alturas e desceu em frente da multidão, numa proximidade palpável, sem contudo ameaçar!
Graças a Deus e graças aquela que do céu nos trouxe à terra este presente, certamente não com a intenção de assustar, mas para provar a sua vinda!
Sobre os Sinais.
Só um milagre – obra divida – põe nos acontecimentos o sinete de Deus. Assim aconteceu com o próprio Salvador.
Jesus, no início da sua vida pública, encontrou vendedores e cambistas no templo e expulsou-os a todos. Então os judeus perguntaram-lhe: Que sinal nos dás de poderes fazer isto?
Jesus respondeu-lhes: Destruí este templo, e em três dias Eu o levantarei.
Replicaram então os judeus: Quarenta e seis anos levou este templo a construir, e Tu vais levantá-lo em três dias?
Ele, porém, falava do templo que é o seu corpo. Por isso, quando Jesus ressuscitou dos mortos, os seus discípulos recordaram-se de que Ele o tinha dito... (Jô 2,17-22).
Outra altura, quando Ele ensinou o povo e anunciou o Evangelho, também os sumos sacerdotes, os escribas e os anciãos se aproximaram dele e lhe perguntaram: com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu autoridade para as fazeres? (Mt 11,27-28)
Jesus disse-lhes: Quando tiverdes erguido ao alto o Filho do Homem, então ficareis a saber que Eu sou o que sou e que nada faço por mim mesmo, mas falo destas coisas tal como o Pai me ensinou. E aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou só, porque faço sempre aquilo que lhe agrada. (Jô 8,28-29)
Noutro dia disseram-lhe alguns doutores da lei e fariseus: Mestre, queremos ver um sinal feito por ti.
Ele respondeu-lhes: Geração má e adúltera! Reclama um sinal, mas não lhe será dado outro sinal, a não ser o do profeta Jonas. Assim com Jonas esteve no ventre do monstro marinho, três dias e três noites, assim o Filho do Homem estará no seio da terra, três dias e três noites. (Mt 12,38-40; Lc 11,29-32)
Quando vedes uma nuvem levantar-se do poente, dizeis logo: Vem lá a chuva; e assim sucede. E quando sopra o vento sul, dizeis: Vai haver muito calor; e assim acontece. Hipócritas, sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu; como é que não sabeis reconhecer o tempo presente? (Lc 12,54-56) As obras que o Pai me confiou para levar a cabo, estas mesmas obras que eu faço, dão testemunho de que o Pai me enviou. E o pai me enviou mantém o seu testemunho a meu favor. Nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu rosto, nem a sua palavra permanece em vós, visto não credes neste que ele enviou. (Jo 5,36-38) Na festa da Dedicação do templo, Jesus afirmou de novo: Se não faço as obras do meu Pai, não creias em mim; mas se as faço, embora não queirais crer em mim, crede nas obras, e assim vireis a saber e ficareis a compreender que o Pai está em mim e eu no Pai. (Jo 10,37-38)
Embora Jesus tivesse realizado diante deles tantos sinais portentosos, não criam nele. (Jô 12,37) Jesus levantou a voz e disse: Quem crê em mim não é em mim que crê, mas sim naquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz, para que todo o que crê em mim não fique nas trevas. (Jo 12,44-46) Jesus, ressuscitou no terceiro dia, como tinha anunciado.
A missão de Nossa Senhora foi também confirmada pelo milagre do sol, em 13 de Outubro de 1917. Se mais nada tivesse acontecido, houve pelo menos uma profecia claramente anunciada três meses antes e completamente cumprida!
No dia e à hora anunciada, deu-se um fenômeno nunca antes visto, que dezenas de milhares de pessoas presenciaram e testemunharam.
Testemunhou-o também o jornalista Avelino de Almeida, que fora enviado pelo diário “O Século”, para relatar o acontecimento desse dia 13 de Outubro de 1917, na Cova da Iria. Com os seus próprios olhos viu as coisas espantosas e nesse jornal diário, em 15 de Outubro, Sob o título: “Como o sol bailou ao meio dia em Fátima”, descreveu:
E, quando já não imaginava que via alguma coisa mais impressionante do que essa rumorosa, mas pacífica multidão animada pela mesma obsessiva idéia e movida pelo mesmo poderoso anseio, que vi eu ainda de verdadeiramente estranho na charneca de Fátima? A chuva, à hora pronunciada, deixar de cair; a densa massa de nuvens romper-se e o astro rei – disco de prata fosca – em pleno zênite aparecer e começar dançando num bailado violento e convulso, que grande número de pessoas imaginava ser uma dança serpentina, tão belas e rutilantes cores revestiu sucessivamente a superfície solar...
Milagre, como gritava o povo; fenômeno natural, como dizem sábios?
Não curo agora de sabê-lo, mas apenas de afirmar o que vi... O resto é com a ciência e com a Igreja.
7ª Aparição – 15 de Junho de 1921.
Na 1ª aparição de Nossa Senhora em 13 de Maio de 1917, ELA disse:
- Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia e a esta mesma hora, depois vos direi quem Sou e o que quero.
Depois voltarei aqui ainda uma sétima vez.
Em 1920 a Diocese de Leiria foi restaurada, e sagrado Bispo diocesano D. José Alves Correia da Silva, que logo quis informar-se dos acontecimentos de Fátima e do paradeiro da Lúcia, única sobrevivente dos pastorinhos.
Ao saber que, nessa ocasião, ela se encontrava em Fátima,
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